Perguntas Frequentes

1. Posso usar cotonete? Como devo limpar meu ouvido?

NÃO.

O cotonete não deve ser utilizado por alguns motivos: risco de machucar tanto a membrana timpânica quanto o conduto auditivo externo. Ao utilizar o cotonete estimula-se a produção de cera pela sua retirada e, ao mesmo tempo, parte dela acaba sendo empurrada, propiciando a formação da rolha de cera que pode provocar diminuição da audição, vertigem, dor e infecções pelo acúmulo de água próximo ao tímpano.

Para secar o ouvido após o banho utilize um pano de algodão fino que será suficiente para retirar a sensação de ouvido molhado.

2. Fone de ouvido deixa surdo?

SIM.

Qualquer estímulo sonoro intenso e por tempo prolongado pode provocar perda de audição, não apresentando sintomas evidentes, pois as frequências inicialmente afetadas são de difícil percepção. Com a evolução da perda outras frequências são acometidas e a perda passa a ser facilmente perceptível.

As perdas de audição induzidas por ruído são definitivas e irreversíveis. Portanto, a única opção é a prevenção. Utilize fones de ouvido de forma que consiga ouvir os sons ao seu redor, como por exemplo: consiga ouvir um carro passar ou alguém que o chame com intensidade, mesmo não estando sob seu olhar. Caso não ouça estes estímulos com o fone, provavelmente está utilizando com intensidade sonora inadequada e potencialmente lesiva.

3. Aparelho de Audição tem som distorcido?

NÃO

A prótese auditiva evoluiu muito em termos tecnológicos. Atualmente existem softwares que possibilitam a amplificação individualizada da voz humana e não de todo o som que chega ao ouvido.

Existe um período de adaptação ao uso para que o cérebro “reaprenda a escutar” e, em alguns casos, pode ser realizado treinamento com sons específicos para acelerar o aprendizado, mas a imensa maioria dos pacientes que realizam uma cuidadosa adaptação, consegue atingir ótimos resultados.

4. Desvio de septo volta depois da cirurgia?

NÃO

Algumas pessoas relatam melhora significativa da obstrução nasal logo após a cirurgia de correção do desvio nasal, porém depois de algum tempo voltaram a apresentar obstrução nasal.

O desvio de septo voltou? Não. Provavelmente ocorreu aumento das conchas nasais devido à rinite alérgica. As conchas nasais podem aumentar mesmo após a cirurgia de turbinectomia devido à rinite alérgica que provoca edema das mucosas, mas o desvio de septo não retorna.

5. A adenoide volta depois da cirurgia?

Raramente.

Popularmente tanto a adenoide quanto a concha nasal são chamadas de carne esponjosa. O aumento da adenoide é mais comum em crianças enquanto que o aumento das conchas nasais pode ocorrer tanto em crianças quanto em adultos.

Não é comum o retorno após a cirurgia, porém pode ocorrer recidiva do aumento da adenóide, principalmente em crianças com alergia intensa e controle irregular da rinite alérgica. A concha nasal (corneto) também pode apresentar recidiva a depender da intensidade alérgica e da técnica cirúrgica utilizada.

6. A remoção das amígdalas deixa o organismo desprotegido?

NÃO.

As amígdalas palatinas fazem parte do sistema imunológico, funcionam auxiliando o sistema de defesa do organismo (estação apresentadora de antígenos), porém não são o sistema de defesa (não produzem anticorpos). Portanto, quando existem critérios para retirada das amígdalas (amigdalites de repetição, abscesso, apneia), o benefício em retirá-las é muito maior que o custo de mantê-las.

7. Após a retirada das amígdalas, aumenta o risco de faringites/laringites?

NÃO.

A cirurgia das amígdalas apenas previne para que não ocorram outras infecções bacterianas na amígdala, que é o local de maior recidiva infecciosa. Entretanto, não impede que ocorram laringites e faringites por outras causas, tais como: infecções bacterianas ou virais, refluxo ou alergia que podem apresentar sintomas semelhantes como dor para engolir e febre, o que é erroneamente interpretado pela ausência das amígdalas.

8. Sinusite não tem cura?

Parcialmente verdade.

A sinusite é uma doença da mucosa de revestimento dos seios paranasais. Em casos severos, a colonização bacteriana forma uma estrutura resistente à raspagens e antibióticos (biofilme). Porém, os sintomas, nos casos crônicos, são provocados pelo edema da mucosa que provoca obstrução e retenção de líquido nos seios da face.

A cirurgia consegue reverter as obstruções e combater os sintomas mesmo que não consiga remover por completo todos os focos de infecção da mucosa.

9. A labirintite é hereditária?

Parcialmente verdade.

Existem inúmeras causas de labirintite, dentre as quais:

  • Erros alimentares, como o abuso de cafeína;
  • Hipertensão e diabetes;
  • Alterações de funcionamento do nervo vestibular;
  • Tumores do sistema nervoso central;
  • Causas do próprio labirinto, como a doença de Meniére ou o posicionamento errôneo dos cristais do equilíbrio (otocônias/otólitos).

Portanto, existem fatores não hereditários e fatores hereditários que podem favorecer o surgimento de uma alteração do equilíbrio, o que não significa que a labirintite seja familiar. O mais importante é o diagnóstico correto da causa para um tratamento adequado.

10. Só ronca quem é obeso? Quem ronca tem apneia?

NÃO.

A obesidade é um fator agravante, pois diminui a passagem do ar pela garganta. Porém, não é a única causa.

Também contribui para o ronco: obstrução nasal, tamanho das amígdalas, posicionamento e volume da língua.

Além do ronco, deve ser avaliada a presença de apneia durante o sono que pode provocar alteração de concentração e memória, irritabilidade, cansaço e sonolência excessiva durante o dia.

Não é toda pessoa que ronca que tem apneia. Somente através do exame de polissonografia que é possível identificar e quantificar o ronco e a apneia.